domingo, 21 de março de 2010

Batman 88


Vou logo avisando que nem sou leitor nem fã do homem morcego. Pra falar a verdade essa foi a primeira HQ dele que comprei/lí. Tipo, toda criança da década de 80 assistia à aquele seriado dele cheio de "pows!", assití aos filmes "Batman o Retorno", "Batman e Robin" e por aí vai, mas nunca lí ou me aprofundei nele.

Pois bem, essa semana estava eu na livraria Nobel quando ví esse exemplar do Batman que me chamou atenção por dois motivos:

1 - Era escrita por Neil Gaiman (o cara!)
2 - Era o funeral do Cavaleiro das Trevas (algo diferente)

Comprei e não me arrependi. Gaiman consegue criar seu próprio clima com qualquer que seja o personagem e a história mexe com o nosso psicológico, as vezes achamos que estamos se enrolando na história mas é aquilo mesmo que está alí. Mês que vem tem continuação e espero fazer uma crítica complata quando se encerrar o arco.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Action Figures e o Lado Negro da Força

Como diz a música, "tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo". Parece que quanto mais velho agente fica mais besta vai ficando. Quando eu era pequeno tinha um tio que morava na casa da minha avó e tinha seus 30 e pouco. Ele montava aviõezinhos e tinha uma coleção das bases e automóveis dos comandos em ação, além das naves do Star Wars e do Luke e Darth Vader. Eu me esbaldava quando ia lá e sonhava ter uma coleção daquela algum dia na vida. Aí agente cresce, começa a querer se achar velho e esquece essas coisas até que... Um belo dia o superintendente da contrutora que eu trabalhava me disse que tinha um Lord Darth Vader de chumbo sendo vendido por R$10,00 em qualquer banca de revista. Corri e comprei ele pra enfeitar minha mesa de trabalho.
Tenho pena de quem não aproveitou e não comprou.

Depois disso comecei me interessar pelo assunto. Tinha um engenheiro que tinha uma coleção só de bonecos do Universo DC avaliada em R$10.000,00. achei aquilo foda, hoje sei que isso não é uma coleção muito grando/boa.

Voltando a mim, dias depois ganhei de presente um Clone Trooper de plástico quase na mesma escala do Darth Vader e juntei eles dois na mesa.
No natal fui comprar um brinquedo numa loja p/ minha filha e me dei de cara com miniaturas dos Simpsons, e um deles em especial me "encantou" e eu resolví levar, Nelson, aquele que bate em todo mundo, rí de todo mundo e frésca com todo mundo.Depois do Nelson comecei a gostar da idéia de colecionar os tais bonequinhos, comprei alguns do Star Trek, Star Wars, Indiana Jones, tudo que entrava em promoção eu comprava. Comecei a perceber que nesse ramo de coleções a galera costuma ter um tema para suas coleções. Ví a coleção de um cara que só tinha a Mulher-Maravilha, era uma carrada e várias versões dela. Outros preferem só personagens de filmes, outros animes e por aí vai. Fiquei perdido pensando qual era o tema da minha coleção. Você começa a entrar nesses mundos estranhos de adultos e começa a pensar coisas que você imaginava serem altamente idiotas e vai se empolgando e se metendo nelas, sei lá, parece drogas! Pensei em ter uma coleção só de bonecos pequenos, depois pensei em só de chumbo, só medievais, pensei muita merda mas sabe como é, quando agente tenta resolver alguma coisa pensando nunca dá certo.

Ontem, em uma caminhada casual no shoping com minha amada esposa dei aquela passada obrigatória pela RiHappy (lá sempre tem umas coisas baratas do nada). Tentando garimpar alguma coisa me deparei com todo tipo de bonecos, os azuzinhos do Avatar que eu odeio, alguns heróis e do nada me "encantei" com um boneco de um senhor de cabelo verde e rosto branco que costuma usar roupas roxas e lutar contra o Cavaleiro das Trevas. Sim, era o próprio Coringa, gostei muito dele e daí veio um estalo, minha coleção só tem quem não presta. Darth Vader, Clone Trooper, Nelson, Coringa, Kratos (ele pode ser o protagonista mas é um anti-herói). Sim, era esse o tema da minha coleção, como pude não perceber. Eu só gosto de figuras de caráter ruim ou duvidoso, se a coleção começou pelo lado negro da força ela não pode mudar delado (o lado bom que costuma vir para o mal!). Não sei o que eu quis transmitir nesse post, por isso tô nem aí. Quem quiser dar uma sacada no mundo das Actions Figures vou por uns links abaixo, e um dia mais inspirado faço um post explicando as estranhices desse tipo de colecionismo.

Links:
www.planetcomics.com.br
www.blogdebrinquedo.com.br
www.sideshowtoy.com

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vertigo nº 1 - Análise de HQ


Foi grande a espectativa quanto a chegada da Vertigo nº 01. Creio que muitos assim como eu não aguentavam mais as menininices da Marvel, o mata ressucita e as criancisses das revistas atuais. Sinceramente, as HQs tão muito dificeis de serem lidas por quem tem mais de 18 anos, tão muito sem graça perdendo muito espaço pros Mangás que sabem, de algumas formas, divertir tanto crianças quanto adultos. Então aparece a vertigo com a proposta de trazer de volta quadrinhos para adultos com nomes como Hellblazer e Sandman de volta.
Vou logo falando a minha maior decepção, ter que esperar mais um mês pela próxima edição. Isso é o que mais me angustia nos quadrinhos, ter que esperar mais um mês pela continuação da história, isso é maçante, fico doido pensando que vou ler algo que não posso chegar ao fim quando bem entender e terei que depender de outros, mas vamos lá, vou falar das minhas impressões por partes.
Lugar Nenhum - Como já disse em outro post é o melhor romance de Neil Gaiman que já lí. Não posso dizer o mesmo da hq. Não que seja ruim, mas Gaiman tem outras bem melhopres, inclusive na mesma Vertigo. Não sei se é porque eu já tinha lido o livro e a hq é mais resumida e você vê os personagem e perde o brilho daqueles que você mesmo criou em sua mente na leitura do livro. Pra quem não leu ainda recomendo o livro.
Hellblazer - Um dos motivos da minha raiva de não poder continuar lendo até mês que vem. História muito boa que empolga e dá vontade de ler mais. Pra que não conhece é o Constantini, aquele do filme com o Keano Reeves, se bem que na hq é bem diferente e bem melhor. Me lembra o clima de Os Guardiães da Noite. Muito bom mesmo, a revista vale por Hellblazer. Conta quando Constantine volta a Liverpool e encontra sua irmã morando num prédio que tem umas coisas meio cavernosas no ap de uma boa velhinha.
Vikings - Acho que esperei demais por esse por ser grande fã da cultura viking e das Cronicas Saxônicas de Bernard Cornwell. Me decepcionei um pouco, o protagonista nem de ser viking gosta, não teve muito sangue, nem saques, nem brutalidades, vamos ver mais pra frente.
Escalpo - Os índios se mostraram bem mais brutos que os vikings. Escalpo é a história de um índio que volta a sua reserva fingindo ser marginal que nem seu tio que é quem manda na reserva mas na verdade ele é do FBI, é legalzin.
Tessalíada - O mundo de Sandman. Tessalíada foi outro motivo por me deixar ancioso pelo próximo número. Um buscador vai atrás de uma bruxa que sem motivos vive em comum com os outros humanos. Muito boa história.
Fazendo um resumo geral, vale a pena comprar/ler a Vertigo nº01, senão mais na frente vai ter que correr atrás para entender as outras. Tem duas ótimas histórias, outra que é muito boa de ter em casa (Lugar Nenhum), e mais duas que podem evoluir muito bem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Pacto - Análise da Tela Quente


Ontem a noite desperdicei algumas horas assistindo ao filme O Pacto. Vou logo avisando, você tem alguma coisa melhor pra fazer que assistir esse filme? Então faça, porque ele não vale a pena. Ele não é ruim, é apenas pobre e totalmente distante do que quer representar. O filme era pra contar a história de quatro famílias de bruxos que sobreviveram a perseguição dos tribunais da inquisição a das caças as bruxas nos EUA e tal e tal. Ae tem quatro caras que são os filhos mais velhos dessas familias. Ae pronto acabousse a história, o que se vê a seguir é a esposição de corpos, de carros caros e de caras que estão mais para X-men do que para bruxos. O Harry Potter daria uma surra neles, onde já se viu, bruxaria de soltar poderzinho com as mãos, era tipo a Jubileu, sei não, sei não, o filme não tem história, só presta pra passar o tempo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Maigret e o Homem do Banco - Georges Simenon


Ví esse livro como indicação numa edição da revista MTV e resolví lê-lo e tirar minhas impressões.
Alguém dos meus milhares de leitores que não comentam já deve ter assistido ao filme "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado". E o que é que esse livro tem a ver? Nada, a não ser o que eu mais odeio em um livro ou filme, um final muito ruim e sem nenhuma imaginação! Tipo, alguém morre, aí você passa o livro inteiro pensando quem será o assassino, suspeitando de todos, analisando cada personagem a procura de qual deles é o real assassino, será a mulher dele? Será a mãe dele? Ou talvez seria o pipoqueiro que era ex-namorado da mão dele e agora chifrava ele com a sua mulher? E então, no grande final adivinha quem é o assassino? Zezinho, o vizinho do primo do amigo do enteado da avó da dona da cachorra que cruzou com meu cachorro, um cara que ninguém ouviu falar nele durante toda a história, isso me deicha muito, mas muito nervoso.
A história real é sobre um homem que saía todo dia de casa e voltava todo dia na mesma hora, com a mesma roupa e fazia sempre a mesma coisa até que um dia, puf, morreu. Aí o Maigret vai investigar e descobre que o cara era muito era mentiroso, ele trocava de roupa na rua, não ia trabalhar e ficava sentadim num banco de praça articulando roubos, até aí bem legal, pena que depois de o detetive investigar a vida do cara, as pessoas ao redor e tal, puf, aparece o assassino que é um cara que ninguém nunca ouviu falar.
Sei não, ainda bem que esse livro é de baixo custo e não cossome muito tempo para ser lido, senão eu teria jogado ele numa fogueira, penso em um dia ler outro livro de Maigret(ele tem muitos) para ver se não foi o que eu lí que era ruim e os outros eram bonzinhos, que sabe um dia.