quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vertigo nº 1 - Análise de HQ

Foi grande a espectativa quanto a chegada da Vertigo nº 01. Creio que muitos assim como eu não aguentavam mais as menininices da Marvel, o mata ressucita e as criancisses das revistas atuais. Sinceramente, as HQs tão muito dificeis de serem lidas por quem tem mais de 18 anos, tão muito sem graça perdendo muito espaço pros Mangás que sabem, de algumas formas, divertir tanto crianças quanto adultos. Então aparece a vertigo com a proposta de trazer de volta quadrinhos para adultos com nomes como Hellblazer e Sandman de volta.
Vou logo falando a minha maior decepção, ter que esperar mais um mês pela próxima edição. Isso é o que mais me angustia nos quadrinhos, ter que esperar mais um mês pela continuação da história, isso é maçante, fico doido pensando que vou ler algo que não posso chegar ao fim quando bem entender e terei que depender de outros, mas vamos lá, vou falar das minhas impressões por partes.
Lugar Nenhum - Como já disse em outro post é o melhor romance de Neil Gaiman que já lí. Não posso dizer o mesmo da hq. Não que seja ruim, mas Gaiman tem outras bem melhopres, inclusive na mesma Vertigo. Não sei se é porque eu já tinha lido o livro e a hq é mais resumida e você vê os personagem e perde o brilho daqueles que você mesmo criou em sua mente na leitura do livro. Pra quem não leu ainda recomendo o livro.
Hellblazer - Um dos motivos da minha raiva de não poder continuar lendo até mês que vem. História muito boa que empolga e dá vontade de ler mais. Pra que não conhece é o Constantini, aquele do filme com o Keano Reeves, se bem que na hq é bem diferente e bem melhor. Me lembra o clima de Os Guardiães da Noite. Muito bom mesmo, a revista vale por Hellblazer. Conta quando Constantine volta a Liverpool e encontra sua irmã morando num prédio que tem umas coisas meio cavernosas no ap de uma boa velhinha.
Vikings - Acho que esperei demais por esse por ser grande fã da cultura viking e das Cronicas Saxônicas de Bernard Cornwell. Me decepcionei um pouco, o protagonista nem de ser viking gosta, não teve muito sangue, nem saques, nem brutalidades, vamos ver mais pra frente.
Escalpo - Os índios se mostraram bem mais brutos que os vikings. Escalpo é a história de um índio que volta a sua reserva fingindo ser marginal que nem seu tio que é quem manda na reserva mas na verdade ele é do FBI, é legalzin.
Tessalíada - O mundo de Sandman. Tessalíada foi outro motivo por me deixar ancioso pelo próximo número. Um buscador vai atrás de uma bruxa que sem motivos vive em comum com os outros humanos. Muito boa história.
Fazendo um resumo geral, vale a pena comprar/ler a Vertigo nº01, senão mais na frente vai ter que correr atrás para entender as outras. Tem duas ótimas histórias, outra que é muito boa de ter em casa (Lugar Nenhum), e mais duas que podem evoluir muito bem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Pacto - Análise da Tela Quente

Ontem a noite desperdicei algumas horas assistindo ao filme O Pacto. Vou logo avisando, você tem alguma coisa melhor pra fazer que assistir esse filme? Então faça, porque ele não vale a pena. Ele não é ruim, é apenas pobre e totalmente distante do que quer representar. O filme era pra contar a história de quatro famílias de bruxos que sobreviveram a perseguição dos tribunais da inquisição a das caças as bruxas nos EUA e tal e tal. Ae tem quatro caras que são os filhos mais velhos dessas familias. Ae pronto acabousse a história, o que se vê a seguir é a esposição de corpos, de carros caros e de caras que estão mais para X-men do que para bruxos. O Harry Potter daria uma surra neles, onde já se viu, bruxaria de soltar poderzinho com as mãos, era tipo a Jubileu, sei não, sei não, o filme não tem história, só presta pra passar o tempo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Maigret e o Homem de Banco - Georges Simenon

Ví esse livro como indicação numa edição da revista MTV e resolví lê-lo e tirar minhas impressões.
Alguém dos meus milhares de leitores que não comentam já deve ter assistido ao filme "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado". E o que é que esse livro tem a ver? Nada, a não ser o que eu mais odeio em um livro ou filme, um final muito ruim e sem nenhuma imaginação! Tipo, alguém morre, aí você passa o livro inteiro pensando quem será o assassino, suspeitando de todos, analisando cada personagem a procura de qual deles é o real assassino, será a mulher dele? Será a mãe dele? Ou talvez seria o pipoqueiro que era ex-namorado da mão dele e agora chifrava ele com a sua mulher? E então, no grande final adivinha quem é o assassino? Zezinho, o vizinho do primo do amigo do enteado da avó da dona da cachorra que cruzou com meu cachorro, um cara que ninguém ouviu falar nele durante toda a história, isso me deicha muito, mas muito nervoso.
A história real é sobre um homem que saía todo dia de casa e voltava todo dia na mesma hora, com a mesma roupa e fazia sempre a mesma coisa até que um dia, puf, morreu. Aí o Maigret vai investigar e descobre que o cara era muito era mentiroso, ele trocava de roupa na rua, não ia trabalhar e ficava sentadim num banco de praça articulando roubos, até aí bem legal, pena que depois de o detetive investigar a vida do cara, as pessoas ao redor e tal, puf, aparece o assassino que é um cara que ninguém nunca ouviu falar.
Sei não, ainda bem que esse livro é de baixo custo e não cossome muito tempo para ser lido, senão eu teria jogado ele numa fogueira, penso em um dia ler outro livro de Maigret(ele tem muitos) para ver se não foi o que eu lí que era ruim e os outros eram bonzinhos, que sabe um dia.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Labirinto - Kate Mosse

Andei avaliando meus posts e pensando, porque eles não são tão visitados quanto outros, logo recebi a resposta na mente, é obvio pedro, os livros que você lê tem ninchos reduzidos, não falam de vampiros, Eduard Cullen e seus amigos e coisas do tipo. Arri égua, digo eu, tudo bem que hoje é bom ver que a juventude lê mais que antigamente, mas tem hora que vampiros romanticos dão no saco, com todo respeito as senhoras que leêm meus posts. Pensando nisso resolvi falar desses vampiros no começo do post só pra atrair audiência mesmo, hehehehhe, porque hoje falarei de mais um livro que lí que fez algum sucesso mas ninguém se interessa por ele.
Talvez O Labirinto não tenha tantos leitores por conta do valor, que é salgado mesmo. Felizmente um dia eu estava na Saraiva com crédito no cartão e resolvi comprá-lo, não me arrependi. Foi bem dizer o primeiro "tijolão" que lí e foi uma leitura muito boa. É mais um livro que conta sobre a busca da vida eterna personificada pelo graal. Clichê você pode pensar afinal depois de Dam Brown e O Código Da Vince(tenho certeza que essas citações atrairam visitas do google, hohoho) choveram livros desse tipo. Porém meus queridos e minhas queridas, O Labirinto não tem nada a ver com essa infinitude de livros com temáticas baseadas na busca do graal alem é claro, do tal cálice.
O Labirinto é narrado de uma maneira meio estranha mas boa, existem duas personagens, uma do presente e outra do passado, logo capítulo sim capítulo não a história se revesa entre elas. Estranhamente a vida das duas é ligada e isso se desenrola com o passar do livro, cada vez mais suas vidas vão se amarrando. O livro tem suas intrigas, traições, momentos de perseguições e ação, a história é meio extensa e as vezes dá um leve cansasso mas nada que te leve a desistir do livro porque a cada capítulo novas revelações são feitas e você tem que avançar porque senão fica doido. A história se passa na frança e como eu disse, diferente dos outros livros do mesmo tema, não é recheada de padres e conspirações da igerja católica. O final é inusitado e imprevisível, é um livro que recomendo muito.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

As Crônicas Saxônicas

As Crônicas Saxônicas é uma série de quatro livros, O Último Reino, O Cavaleiro da Morte, Os Senhores do Norte e A Canção da Espada, dos quais tenho e lí os três primeiros. Só posso dizer que tenho pena de quem teve a oportunidade e nãos os leu, vixe! É bom mais né pouco não. A saga se desenrola na época em que a Inglaterra se dividia em quatro reinos e três deles foram tomados pelos dinamarqueses. Nosso anti-herói/protagonista é Uhtred, um menino saxão que tem o pai morto numa batalha e vai ser criado pelos dinamarqueses. Uhtred cresce e se torna um guerreiro ultra/max/mega fodástico estripador de inimigos, grosso igual papel de enrolar prego, bruto e que vive se dando bem/se fudendo. A história é cheia de reviravoltas e sempre segue com o pano de fundo da briga entre saxôes e dinamarqueses.
As batalhas são muito bem contadas e sempre tem muita ironia da parte de Uhtred durante toda a história, são livros que não cansam e você não consegue parar de ler, é uma ótima para quem quer conhecer algo do Bernard Cornwell, o gênio dos romances históricos, um velhinho que de bom só tem a cara mas quando você começa a ler e cabeças começam a rola, sangue começa a lavar o pasto, você percebe que aquele velhinho da orelha do livro de besta só tem a cara. Eu considero essa saga a obra-prima dele, por mais que alguns prefiram as Crônicas do Rei Arthur.